A altura óssea insuficiente na maxila posterior atrófica pode prejudicar a reabilitação com implantes dentários. Dessa forma, o levantamento de seio é indicado, visando obter um aumento da altura óssea nessa região. Vários materiais podem ser utilizados nesse procedimento, tais como os enxertos autógenos, homógenos, xenógenos e aloplásticos. Foi realizada uma revisão acerca da eficácia dos diversos enxertos utilizados em cirurgia de levantamento do seio maxilar. Para tal, foi feita uma busca nas bases de dados PubMed e BVS (Biblioteca Virtual de Saúde) utilizando-se os descritores (inglês/português) “levantamento de seio maxilar”, “transplante ósseo” e “implantes dentários”. Foram incluídos ensaios clínicos e ensaios clínicos randomizados, revisões de literatura, casos clínicos e artigos clássicos publicados nos últimos dez anos. Foi verificado que os enxertos autógenos, ou seja, aqueles obtidos do próprio indivíduo, são considerados padrão-ouro, devido à capacidade de promover osteogênese, osteoindução e osteocondução. Os enxertos homógenos, também considerados transplantes, e os xenógenos, oriundos de outras espécies, são também ótimas opções para enxertia do seio, promovendo neoformação óssea adequada na região. Em comparação com os demais, os materiais de enxertia chamados aloplásticos apresentam resultados um pouco inferiores, porém, também podem ser utilizados com segurança. Conclui-se que o levantamento do seio maxilar previamente a reabilitação com implantes é um procedimento seguro e eficaz, sendo indicado quando a altura óssea existente impede a instalação de implantes, mesmo aqueles de dimensões reduzidas, os chamados implantes curtos. Após a enxertia, existe a possibilidade de colocarmos implantes de maior comprimento, o que favorece a reabilitação osseointegrada.
Texto oriundo do Trabalho de Conclusão de Curso da Dra. Marília de Carvalho Rolim, sob a Orientação da Profa. Mônica Studart - FFOE/UFC
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