O bifosfonato é um medicamento que atua no aumento da densidade mineral óssea, agindo na inibição da reabsorção óssea pela inibição da ativação, formação e recrutamento de osteoclastos, dentre outras ações, aumentando a massa esquelética total. Seus principais representantes são o etidronato, o alendronato e o risedronato, utilizados principalmente na prevenção e tratamento da osteoporose.
Na Odontologia, existem vários relatos de osteonecrose dos maxilares associada ao uso de bifosfonatos. Com sua ação de fortalecimento da matriz óssea, torna-a mais resistente a fraturas, no entanto, a formação excessiva do osso cortical induz nos maxilares, principalmente na mandíbula, a redução da nutrição via osso medular, restando o periósteo como única fonte de nutrição do osso cortical. Durante a cirurgia de colocação de implantes dentários, geralmente o acesso cirúrgico é amplo, havendo o descolamento do periósteo do osso. Na ausência dessa fonte de nutrição, há uma tendência de necrose do tecido ósseo e dificuldade na osteointegração.
O protocolo de atendimento nesses casos é controverso na literatura. Em geral, sugere-se a suspensão do uso de bifosfonatos três a seis meses antes da colocação do implante e três meses após o procedimento, devendo o acesso cirúrgico ser bastante conservador com descolamento mínimo de periósteo. A decisão relacionada à realização da cirurgia deve ser tomada juntamente com o médico que acompanha o paciente, devendo ser avaliado o risco-benefício da interrupção do tratamento em relação à progressão da doença.
Saindo um pouco do público adulto, passo a palavra para a Dra. Juliana Ximenes dar sua contribuição falando sobre a doença periodontal nas crianças.
Texto escrito pela Dra. Thyciana Ribeiro, Mestre e Doutora em Odontologia - UFC e Professora das Disciplinas de Pacientes Especiais e Clínica Integrada - UFC

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